Camaradas,
O tema do XV Encontro Regional de Estudantes de História é
“Tortura, Assassinato. Não Acabou 64!” e perpassa os três eixos
que construímos nos últimos conselhos regionais (COREHI): debater
os 50 anos do golpe civil-militar no Brasil, a quase uma década de
megaeventos esportivos, privilegiando o debate sobre a Copa da FIFA,
e a repressão aos movimentos sociais, movimento estudantil, classe
trabalhadora em ambos os períodos.
Construímos esse eixo e alimentamos os debates sobre o mesmo desde
2013, após as Jornadas de Junho e a necessidade de avaliar como a
esquerda respondia a esse novo processo de rupturas e início da
superação de um projeto que hoje já não mais dá respostas para a
classe trabalhadora no sentido de organização e luta (que em
conjunto, enquanto Movimento Estudantil, travamos). Hoje, passada a
Copa da FIFA e cumprida a tarefa de nos mantermos mobilizados na
denúncia coletiva e legítima à população de que os que nos
diziam ser benefícios, como o aumento do número de empregos, o
investimento no turismo e o maior investimento em transporte (seja
pela abertura de novas vias ou incremento do transporte público)
eram uma falácia.
Como respostas as mobilizações recebemos apenas bombas de gás e
efeito moral, casas e sedes de organizações invadidas, processos,
perseguições e prisões. O direito de ir e vir e de livre
manifestação também foram e são atacados com o impedimento de
marchar e inclusive de dispersar durante as manifestações, assim
como as últimas prisões preventivas acontecidas no RJ. São casos
que não podem passar despercebidos, como se nada significassem. Se
hoje descomemoramos os 50 anos do golpe civil-militar que se dizia de
segurança nacional, ao mesmo tempo vivenciamos uma dita democracia
que, para salvaguardar os megaeventos e os megaprojetos, reivindica
métodos análogos aos da ditadura. Além
disso, é fundamental ressalvar que o dito“Estado
democrático de direito”
não passa de falácia para a grande maioria da população, composta
de negros e pobres, que são vítimas de um verdadeiro genocídio
dentro das periferias e cadeias do país.
Se optamos por debater esses 3 eixos do encontro, não somente pela
discussão, mas por nossa atuação em Blocos e Frentes de Luta,
entendendo que é na rua e no cumprimento da tarefa da mobilização
e da luta que buscaremos enfrentar esse processo de criminalização.
Em unidade com lutadores e lutadoras, com a classe trabalhadora e os
demais movimentos sociais que se organizam nesses espaços.
Estendendo, portanto, que a tarefa é construir na prática essa
unidade e solidariedade aos camaradas criminalizados, convertemos
nossa Mesa II - “Era Só Mais uma Dura, Resquício de Ditadura”,
que aconteceria no dia 25 de julho, às 19hs, no convite a todas e
todos os estudantes de História a participarem do ato em unidade
chamado pelo Comitê de Apoio às Lutas e Contra a Criminalização
dos Movimentos Sociais, que ocorrerá na sala 101 da Faculdade de
Educação da UFRGS (FACED), às 18hs.
Sabemos que a troca ocorrem em cima da hora, mas a COEREH vem
trabalhando intensamente para conseguir dar conta da estrutura para
tal movimento. Os estudantes devidamente inscritos no encontro terão
lugar garantido em ônibus organizado pela COEREH para
ida ao ato, mas a universidade não liberou o transporte para
volta, portanto teremos que nos organizar para a volta ao Colégio de
Aplicação no Campus do Vale.
Mais informações serão fornecidas na Planária Inicial do
encontro, assim como quaisquer dúvidas poderão ser sanadas com a
própria COEREH a qualquer momento.
Contamos com a presença de todos neste espaço de debate,
solidariedade e luta!
Seguimos nas ruas! Seguimos na Luta!
Comissão de Organização
Centro de Estudantes de História – Chist UFRGS.
XV Encontro Regional de Estudantes de História.
Evento do ato chamado pelo Comitê de Apoio às Lutas e Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais: https://www.facebook.com/events/858032607557499/?ref=ts&fref=ts